{"id":30935,"date":"2023-04-29T09:15:20","date_gmt":"2023-04-29T12:15:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.fatosefotosnews.com.br\/musical-museu-nacional-humaniza-a-ancestralidade\/"},"modified":"2023-04-29T09:15:20","modified_gmt":"2023-04-29T12:15:20","slug":"musical-museu-nacional-humaniza-a-ancestralidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.fatosefotosnews.com.br\/?p=30935","title":{"rendered":"Musical Museu Nacional humaniza a ancestralidade"},"content":{"rendered":"<p>Um pal\u00e1cio constru\u00eddo com a fortuna de um traficante de pessoas, que negocia vantagens para ced\u00ea-lo a uma corte colonial, que, por sua vez, d\u00e1 lugar a um imp\u00e9rio que descende dela e come\u00e7a a reunir objetos deslocados de diferentes culturas, entre elas, as que eram traficadas e exterminadas pela coloniza\u00e7\u00e3o. Os esqueletos no arm\u00e1rio do Pal\u00e1cio de S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o n\u00e3o ficam de fora do musical <em>Museu Nacional [Todas as vozes do fogo]<\/em>, que far\u00e1 seu \u00faltimo fim de semana de apresenta\u00e7\u00e3o no Teatro Riachuelo, no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>O pal\u00e1cio era tudo isso, mas tamb\u00e9m lugar de produ\u00e7\u00e3o de pensamento sobre um novo pa\u00eds, de nomes como Bertha Lutz; de forma\u00e7\u00e3o de uma multid\u00e3o de pesquisadores e de apresenta\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia a milhares de estudantes que enchiam seus corredores em excurs\u00f5es escolares. O musical conta a hist\u00f3ria de um pal\u00e1cio que era tudo isso e foi consumido pelo fogo com seu acervo de 20 milh\u00f5es de itens, e do pa\u00eds que o ergueu com toda essa complexidade e o deixou queimar.<\/p>\n<p>Quem recebe o p\u00fablico para essa visita guiada \u00e9 Luzia, o cr\u00e2nio humano mais antigo do Brasil e sobrevivente do <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2018-09\/incendio-atinge-museu-nacional-no-rio-de-janeiro\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">fogo que destruiu o pal\u00e1cio em 2 de setembro de 2018<\/a>. A \u201cprimeira brasileira\u201d \u00e9 interpretada por Ana Carbatti, indicada ao Pr\u00eamio Shell de melhor atriz deste ano por <em>Ningu\u00e9m Sabe Meu Nome<\/em>, em que uma m\u00e3e preta reflete sobre como deve criar seu filho em uma sociedade racista.<\/p>\n<p>Ana conta, em entrevista \u00e0 <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>, que em <em>Museu Nacional<\/em> sua personagem \u00e9 uma ancestral, mais no sentido humano no que no sentido solene desta palavra. \u201cA princ\u00edpio, eu tinha uma preocupa\u00e7\u00e3o de que ela tinha que ser s\u00e9ria, em respeito a essa ancestralidade, em respeito a esse cr\u00e2nio sobrevivente. Mas, depois, a gente foi entendendo que n\u00e3o. Que a ideia era humanizar essa ancestralidade. Ent\u00e3o, isso fez o trabalho ficar muito divertido pra mim. E, hoje, fazer a Luzia \u00e9 uma alegria, me divirto muito\u201d.<\/p>\n<p>A Luzia que conduz a narrativa da pe\u00e7a lan\u00e7a m\u00e3o do humor e da perspic\u00e1cia para acessar o p\u00fablico em lugares diferentes da como\u00e7\u00e3o com a trag\u00e9dia. <em>Museu Nacional<\/em> n\u00e3o trata apenas disso, avisa Ana Carbatti, mas tamb\u00e9m de esperan\u00e7a e at\u00e9 de utopia.<\/p>\n<p>\u201cSe a gente perder a esperan\u00e7a, n\u00e3o precisa nem subir no palco. Subir no palco s\u00f3 pra falar das nossas mazelas, n\u00e3o precisa. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 pra isso. Acho que o teatro tem muitas fun\u00e7\u00f5es, n\u00e3o pode ser s\u00f3 essa. A cultura \u00e9 uma esperan\u00e7a, em si\u201d.<\/p>\n<p><em>Museu Nacional [Todas as vozes do fogo]<\/em> \u00e9 escrito e dirigido por Vinicius Calderoni, com dire\u00e7\u00e3o musical de Alfredo Del-Penho e Beto Lemos, com 20 m\u00fasicas originais. A diretora de produ\u00e7\u00e3o e idealizadora do espet\u00e1culo, Andr\u00e9a Alves, \u00e9 da Sarau Cultura Brasileira, que completa 30 anos. O elenco conta com Adr\u00e9n Alves, Alfredo Del-Penho, Beto Lemos, Eduardo Rios e Ricca Barros, todos da Companhia Barca dos Cora\u00e7\u00f5es Partidos, e convida os atores e atrizes Adassa Martins, Aline Gon\u00e7alves, Felipe Fraz\u00e3o, J\u00falia Tizumba, Lucas dos Prazeres e Rosa Peixoto, al\u00e9m de Ana Carbatti, que concedeu entrevista exclusiva \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n<p>O musical passou por S\u00e3o Paulo no ano passado e encerra, nesta semana, as apresenta\u00e7\u00f5es no Rio de Janeiro. H\u00e1 expectativa de novas montagens em outros estados, ainda sem datas e locais definidos.<\/p>\n<p>Confira abaixo os principais trechos da entrevista com Ana Carbatti:<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-grande_6colunas type-image atom-align-left\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=325868:grande_6colunas {\"additionalClasses\":\"\"} --><\/p>\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block zoom-on-hover-sm shadow-hover w-100\">             <img data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/FE3_XCsblKuVXDEZyfS8UUXGoCg=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2022_museunacional_credito_annelize_tozetto-5.jpg?itok=VFgSfChN\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ) - Museu Nacional: Ana Carbatti humaniza ancestralidade como Luzia em musical. Foto: Annelize Tozetto\" title=\"Annelize Tozetto\" class=\"flex-fill img-cover\">         <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/FE3_XCsblKuVXDEZyfS8UUXGoCg=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2022_museunacional_credito_annelize_tozetto-5.jpg?itok=VFgSfChN\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ) - Museu Nacional: Ana Carbatti humaniza ancestralidade como Luzia em musical. Foto: Annelize Tozetto\" title=\"Annelize Tozetto\" class=\"flex-fill img-cover\">     <\/div>\n<p>  <!-- END scald=325868 --><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<h6 class=\"meta\"><!--copyright=325868-->Museu Nacional: Ana Carbatti humaniza ancestralidade como Luzia em musical &#8211; Foto Annelize Tozetto &#8211; Direitos reservados <!--END copyright=325868--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>: Acredito que n\u00f3s, jornalistas, na \u00e9poca, n\u00e3o conseguimos traduzir para o p\u00fablico a dimens\u00e3o do que significou essa trag\u00e9dia, a perda que tivemos como sociedade e civiliza\u00e7\u00e3o com tudo que se perdeu no inc\u00eandio no Museu Nacional. Voc\u00ea acha que o teatro consegue dar conta de dimensionar isso?<\/p>\n<p><strong>Ana Carbatti<\/strong>: N\u00e3o. Eu acho que o teatro n\u00e3o consegue dar conta. Eu acho que o m\u00e1ximo que o teatro pode fazer \u00e9 abrir possibilidades, abrir um horizonte, abrir discuss\u00f5es. Eu acho que esse nem \u00e9 o papel do teatro. Eu acho que a gente tem um papel parecido com o de voc\u00eas, de reportar e reunir diferentes depoimentos e diferentes sentimentos, para que a gente possa enxergar as coisas de diferentes pontos de vista. E eu acho que, nesse sentido, o espet\u00e1culo cumpre com esse papel, de apresentar que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o museu, n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 objetos, n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 essas pessoas que est\u00e3o ali. \u00c9 uma hist\u00f3ria que foi escrita por diferentes m\u00e3os e de diferentes formas. E o que a gente faz com isso daqui pra frente, o que que t\u00e1 nas nossas m\u00e3os para encaminhar um futuro poss\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>: Aqui, no Rio, voc\u00eas tiveram um p\u00fablico que viveu o Museu Nacional, que passeou nele e o conheceu. A rea\u00e7\u00e3o desse p\u00fablico foi diferente?<\/p>\n<p><strong>Ana Carbatti<\/strong>:\u00a0A gente teve v\u00e1rios pesquisadores que vieram assistir ao espet\u00e1culo, estudantes, pessoas que fizeram mestrado e doutorado no museu. Essas pessoas v\u00eam com uma energia muito diferente do geral. Elas v\u00eam com uma energia mais dif\u00edcil de explicar, porque \u00e9 uma coisa muito de corpo, daquela vibra\u00e7\u00e3o do momento, mas eu sinto, sim, que aqui a rela\u00e7\u00e3o com o objeto que esse espet\u00e1culo trata \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o mais delicada, mais profunda. E tem a ver com a quest\u00e3o da ficha demorar para cair. E n\u00e3o s\u00f3 num lugar de \u201cque pena que pegou fogo, que tristeza\u201d. \u00c9 mais do que isso. Aqui no Rio de Janeiro, a rela\u00e7\u00e3o das pessoas com esse espet\u00e1culo \u00e9 mais delicada, sim. \u00c9 mais profunda. Mas, mesmo em S\u00e3o Paulo, a gente sente que, al\u00e9m da aprecia\u00e7\u00e3o est\u00e9tica, que \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o do teatro, o espet\u00e1culo n\u00e3o fala s\u00f3 do museu, ele fala da hist\u00f3ria do Brasil, o museu \u00e9 a hist\u00f3ria do Brasil. Eu acho que essa \u00e9 a grande sacada nesse espet\u00e1culo. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 sobre o museu, \u00e9 sobre como a gente constr\u00f3i o nosso patrim\u00f4nio, sobre como o Brasil constr\u00f3i seu patrim\u00f4nio. Ent\u00e3o, eu acho que isso fala a todos os brasileiros, em qualquer lugar do pa\u00eds. E, qui\u00e7\u00e1, se a gente tiver um futuro internacional, eu acho que vai falar a todas as pessoas do mundo, em qualquer lugar do mundo.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>: E, como carioca, voc\u00ea frequentou o museu e teve uma rela\u00e7\u00e3o com o museu? O que voc\u00ea tinha de lembran\u00e7a com esse museu que voc\u00ea reencontrou com a pe\u00e7a?<\/p>\n<p><strong>Ana Carbatti<\/strong>:\u00a0A Quinta da Boa Vista foi, na minha inf\u00e2ncia, o lugar da reuni\u00e3o, de fazer piquenique com a fam\u00edlia, e depois visitar o museu e o zool\u00f3gico. E a minha fam\u00edlia \u00e9 muito grande, tanto a materna quanto a paterna, e a gente se reunia muito. Ent\u00e3o, eu visitei muitas vezes esse museu. Tamb\u00e9m com a escola, v\u00e1rias vezes. Com pai, m\u00e3e, a fam\u00edlia. Meu irm\u00e3o \u00e9 antrop\u00f3logo e fez mestrado e doutorado l\u00e1. Tenho uma hist\u00f3ria \u00edntima com esse espa\u00e7o f\u00edsico. E eu fui educada no per\u00edodo da ditadura. N\u00e3o tive nenhum contato com as informa\u00e7\u00f5es sobre a hist\u00f3ria da Quinta da Boa Vista que a gente traz no espet\u00e1culo. S\u00f3 fui ter acesso muito mais tarde, porque na escola a gente n\u00e3o falava disso. Falava que era resid\u00eancia imperial e isso que era importante.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>: E n\u00e3o que era um pal\u00e1cio constru\u00eddo por um traficante de gente.<\/p>\n<p><strong>Ana Carbatti<\/strong>:\u00a0Absolutamente. Na minha \u00e9poca, isso n\u00e3o era assunto de escola. Eu fui educada no per\u00edodo da ditadura. Hoje, pensar nesse espa\u00e7o com essa outra perspectiva \u00e9 uma coisa bem marcante.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>: Como conceber a personalidade e a personagem Luzia a partir de um texto e de um f\u00f3ssil?\u00a0<\/p>\n<p><strong>Ana Carbatti<\/strong>: N\u00e3o foi f\u00e1cil. Foi, primeiro, um grande mist\u00e9rio, porque, como voc\u00ea d\u00e1 corpo pra um esqueleto de uma forma que n\u00e3o seja \u00f3bvia, caricata. E o Vin\u00edcius \u00e9 um diretor muito generoso e muito aberto, tem uma escuta incr\u00edvel para qualquer movimenta\u00e7\u00e3o dos atores. O texto foi criado em sala de ensaio, tudo foi criado nesses quatro meses de trabalho. Ent\u00e3o, isso foi deixando de ser um mist\u00e9rio ao longo do processo. Como era uma constru\u00e7\u00e3o coletiva, com o Vin\u00edcius com a fun\u00e7\u00e3o de amarrar essas ideias e passar para o p\u00fablico de uma maneira que comunicasse de uma forma mais efetiva, foi facilitando o processo, foi tirando o mist\u00e9rio. Pra mim, a palavra-chave \u00e9 anfitri\u00e3. A mulher mais antiga. Essa ancestralidade que \u00e9 uma coisa com a qual tenho intimidade, por causa da minha hist\u00f3ria pessoal, foi um mote pra mim. Ela \u00e9 a primeira e a anfitri\u00e3 que recebe e conduz as pessoas. A princ\u00edpio, eu tinha uma preocupa\u00e7\u00e3o de que ela tinha que ser s\u00e9ria, em respeito a essa ancestralidade, em respeito a esse cr\u00e2nio sobrevivente. Mas, depois, a gente foi entendendo que n\u00e3o. Que a ideia era humanizar essa ancestralidade. Ent\u00e3o, isso fez o trabalho ficar muito divertido pra mim. E, hoje, fazer a Luzia \u00e9 uma alegria, me divirto muito. Deixo o corpo ir falando, e o texto do Vin\u00edcius \u00e9 um texto muito vivo. A hist\u00f3ria dessa pe\u00e7a n\u00e3o \u00e9 uma hist\u00f3ria que se repete. Todo dia fa\u00e7o uma Luzia nova. \u00c9 como se ela entrasse em cena para dizer que o museu \u00e9 um ato.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>: Voc\u00ea tamb\u00e9m fez a Clementina de Jesus no teatro. Queria saber como essas duas mulheres conversam e como conversam com voc\u00ea.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Ana Carbatti<\/strong>: S\u00e3o dois presentes na minha vida. Quando fiz Clementina, h\u00e1 10 anos atr\u00e1s, eu nem era f\u00e3, eu conhecia, mas eu n\u00e3o tinha todos os \u00e1lbuns e ouvia diariamente em casa. Esse contato profundo com ela e com a hist\u00f3ria dela mexeu muito comigo. A Luzia e a Clementina falam muito entre si por essa quest\u00e3o \u00f3bvia da ancestralidade. O fato de a Clementina ter ganhado notoriedade j\u00e1 como uma senhora, uma anci\u00e3, foi o que deu e vai dar a ela no futuro esse car\u00e1ter de que a gente pensa nela como um ser, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 mais uma cantora que apareceu. Os ensinamentos e transforma\u00e7\u00f5es que ela trouxe para a m\u00fasica brasileira, a representatividade que ela trouxe, nos mais profundos sentidos dessa palavra, para o cancioneiro brasileiro \u00e9 gigantesca. Ela chega em um momento em que ela transforma a m\u00fasica brasileira e a pesquisa musical brasileira. E a Luzia, enfim, 12 mil anos, n\u00e9? Eu acho que Luzia e Clementina falam entre si a hist\u00f3ria desse pa\u00eds e desse continente, sobre em que base a gente constr\u00f3i as nossas vigas e os nossos pilares. E, comigo, elas s\u00e3o um presente. \u00c9 um presente muito grande para uma atriz madura ter esses personagens que v\u00e3o muito al\u00e9m do meu corpo f\u00edsico e do meu pensamento como indiv\u00edduo. \u00c9 muito engrandecedor e muito especial.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>: A Luzia fala que est\u00e1 cansada de resistir e sobreviver. Eu acho que essa fala ecoa para os brasileiros de uma forma muito forte. Como voc\u00ea v\u00ea esse eco em todos n\u00f3s brasileiros, e principalmente nas mulheres negras?<\/p>\n<p><strong>Ana Carbatti<\/strong>: \u00c9 muito profundo isso. \u00c9 uma luta muito antiga. E \u00e9 uma luta que tem suas transforma\u00e7\u00f5es, mas parece que n\u00e3o tem fim. Acho que o cansa\u00e7o \u00e9 um pouco esse. Eu escuto muitas jovens negras dizendo que est\u00e3o cansadas de explicar. Meninas de 20 e poucos anos, ativistas, que falam que n\u00e3o querem mais explicar, que esse n\u00e3o \u00e9 o seu papel, e \u00e9 muito louco se voc\u00ea pensar que \u00e9 uma menina que acabou de come\u00e7ar a vida e est\u00e1 cansada. \u00c9 uma luta ancestral e \u00e9 cansativa, \u00e9 muito cansativa para o povo brasileiro, para qualquer pessoa que entende o mundo para al\u00e9m do pr\u00f3prio umbigo, se voc\u00ea \u00e9 uma pessoa que nasceu nesse pa\u00eds e que constr\u00f3i nesse pa\u00eds. A gente tem esse problema, porque, al\u00e9m de todas as divis\u00f5es no pa\u00eds, de ra\u00e7a, classe e g\u00eanero, a gente ainda tem essa divis\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, de que pouca gente fala. A gente tem um grupo imenso que produz nesse pa\u00eds e realmente gera as divisas desse pa\u00eds. E a gente tem um grupo que desfruta dessas divisas e n\u00e3o precisa produzir. Que nasceu em ber\u00e7o de ouro. E \u00e9 uma gente que cansa muito, porque essa gente determina muito o pensamento de uma parcela da popula\u00e7\u00e3o, o modus operandi da popula\u00e7\u00e3o, e \u00e9 cansativo pra caramba. Para qualquer brasileiro que produz nesse pa\u00eds, e que t\u00e1 ocupado com o que acontece ao nosso redor, essa frase ecoa, em qualquer dessas pessoas, porque \u00e9 uma luta di\u00e1ria. \u00c9 um le\u00e3o por dia para todo brasileiro. Mas \u00e9 um le\u00e3o e meio ou dois le\u00f5es para algumas outras pessoas que ainda precisam lutar contra preconceitos.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>: Voc\u00ea come\u00e7ou pensando a Luzia como uma pessoa s\u00e9ria e depois o humor veio chegando. O humor est\u00e1 presente na pe\u00e7a at\u00e9 em momentos que falam de assuntos pesados. Ele \u00e9 uma forma de ajudar a processar essa cr\u00edtica social e todas as camadas dessa trag\u00e9dia?<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=325869:cheio_8colunas --><\/p>\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block zoom-on-hover-sm shadow-hover w-100\">             <img data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/7vy6fvJ2tGurelD21f-8mqTCTRU=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2022_museunacional_credito_annelize_tozetto-6.jpg?itok=oQbXg_uE\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ) - Museu Nacional: Ana Carbatti humaniza ancestralidade como Luzia em musical. Foto: Annelize Tozetto\" title=\"Annelize Tozetto\" class=\"flex-fill img-cover\">         <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/7vy6fvJ2tGurelD21f-8mqTCTRU=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2022_museunacional_credito_annelize_tozetto-6.jpg?itok=oQbXg_uE\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ) - Museu Nacional: Ana Carbatti humaniza ancestralidade como Luzia em musical. Foto: Annelize Tozetto\" title=\"Annelize Tozetto\" class=\"flex-fill img-cover\">     <\/div>\n<p>  <!-- END scald=325869 --><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<h6 class=\"meta\"><!--copyright=325869-->Museu Nacional: Ana Carbatti humaniza ancestralidade como Luzia em musical &#8211; Foto Annelize Tozetto &#8211; <strong>Direitos reservados<\/strong><!--END copyright=325869--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Ana Carbatti<\/strong>: Sem sombra de d\u00favida. O teatro \u00e9 entretenimento, e a gente nunca pode perder de vista essa fun\u00e7\u00e3o, e tamb\u00e9m de educar, porque tamb\u00e9m \u00e9 educa\u00e7\u00e3o. O teatro \u00e9 uma das ferramentas mais importantes da cultura mundial. Em v\u00e1rios pa\u00edses, \u00e9 tratado como uma atividade nobre. Aqui, n\u00e3o. Mas \u00e9 entretenimento, que vai fazer voc\u00ea pensar, sentir. Ent\u00e3o, a gente nunca deve abrir m\u00e3o dessa possibilidade. Eu acho que ajuda a processar, sim, mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 esse o papel do humor, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 aliviar o clima para entender melhor. \u00c9 para que a gente consiga abrir todos os canais poss\u00edveis de comunica\u00e7\u00e3o. Eu preciso, como atriz, quando estou no palco, que voc\u00ea, espectador, esteja com todos os canais abertos. Voc\u00ea precisa estar desprovido de barreiras, de ideias preconcebidas. Voc\u00ea precisa estar com a mente aberta para receber aquilo e responder pra mim. Se eu estou, ali, fazendo um monte de coisas com uma pessoa parada, que n\u00e3o ri, n\u00e3o chora, n\u00e3o tosse, n\u00e3o se mexe, o teatro n\u00e3o est\u00e1 acontecendo. O humor \u00e9 um dos canais de acesso ao espectador para que ele possa ficar totalmente aberto, com todos os sentidos abertos. A gente sobe no palco e come\u00e7a a ir escavando at\u00e9 chegar em voc\u00ea, e a gente tem que usar todas as ferramentas, e o humor \u00e9 uma delas.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>:\u00a0Voc\u00eas se prepararam e estrearam em S\u00e3o Paulo em um momento em que o rumo das elei\u00e7\u00f5es ainda estava incerto. E agora se apresentaram no Rio, em um momento totalmente distinto. Como foi apresentar a pe\u00e7a nesses dois momentos?<\/p>\n<p><strong>Ana Carbatti<\/strong>: No primeiro momento, em S\u00e3o Paulo, antes das elei\u00e7\u00f5es, as pessoas, todos n\u00f3s, est\u00e1vamos \u00e0 flor da pele. Tinha um perigo iminente. Tinha um meteorito pendurado em cima da gente que podia cair a qualquer momento, e foi um per\u00edodo muito assustador. A primeira vez que entramos no palco e apresentamos esse espet\u00e1culo, eu fiquei muito assustada, porque \u00e9 nesse momento que voc\u00ea reconhece que est\u00e1 todo mundo andando no precip\u00edcio mesmo, que n\u00e3o sou s\u00f3 eu me sentindo assim, que a gente est\u00e1 comungando desse sentimento aqui. Era uma coisa que arrepiava a gente, e o espet\u00e1culo terminava com essa sensa\u00e7\u00e3o de esperan\u00e7a, de que as coisas iam mudar, e de que a gente ia sair da beira do precip\u00edcio. J\u00e1 aqui no Rio de Janeiro, eu falei muito em casa, pro meu marido, que as pessoas iam questionar que import\u00e2ncia tinha isso agora, que isso que eu estava falando j\u00e1 n\u00e3o falava com as pessoas, porque o Brasil j\u00e1 estava se transformando em um outro pa\u00eds. E eu estava completamente errada, porque esse sentimento de esperan\u00e7a ainda est\u00e1 pulsando dentro da gente. A gente est\u00e1 em um caminho que \u00e9 diferente, mas a gente ainda n\u00e3o tem garantia de nada. E eu acho que ter vivido esse perigo deixou a nossa popula\u00e7\u00e3o mais atenta, ent\u00e3o, eu sinto que a plateia desse teatro \u00e9 uma plateia mais atenta e mais cr\u00edtica, que sabe que ainda estamos pisando em ovos, que as coisas n\u00e3o mudaram ainda.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>: No meio de toda a trag\u00e9dia que \u00e9 apontada na pe\u00e7a, desde a coloniza\u00e7\u00e3o at\u00e9 o inc\u00eandio, voc\u00eas ainda encontram espa\u00e7o para contar uma utopia. A esperan\u00e7a \u00e9 um tom da pe\u00e7a de forma geral, impulsionar os brasileiros a construir a partir de escombros, como diz o texto?<\/p>\n<p><strong>Ana Carbatti<\/strong>: Se a gente perder a esperan\u00e7a, n\u00e3o precisa nem subir no palco. Subir no palco s\u00f3 pra falar das nossas mazelas, n\u00e3o precisa. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 pra isso. Acho que o teatro tem muitas fun\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o pode ser s\u00f3 essa. A cultura \u00e9 uma esperan\u00e7a, em si. E eu acho que a gente tem que fazer esse nosso papel de dizer, mesmo quando as coisas terminam em trag\u00e9dia, que estamos aqui, que o presente \u00e9 agora. E \u00e9 muito bom essa ideia de ter um entendimento do passado para que possa viver o presente e construir o futuro. Sempre. Essa deve ser uma perspectiva de todos os indiv\u00edduos. Vamos entender o passado para que a gente possa viver o presente, olhando de verdade para o futuro. O problema da humanidade hoje \u00e9 que precisa olhar para o futuro com um pouco mais de proatividade, porque ele est\u00e1 come\u00e7ando a ficar comprometido.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>: A pe\u00e7a \u00e9 muito contundente na cr\u00edtica antirracista, e voc\u00eas se apresentaram em casas em que talvez a maioria da plateia fosse branca. Como essa cr\u00edtica est\u00e1 ecoando na plateia? Ela \u00e9 acolhida, ela causa contrariedade?<\/p>\n<p><strong>Ana Carbatti<\/strong>: Gra\u00e7as a Dion\u00edsio, tudo isso. A gente tem, na plateia, as pessoas que entendem. Uma das can\u00e7\u00f5es que est\u00e1 mais relacionada a isso \u00e9 sempre ovacionada. A plateia do teatro \u00e9 majoritariamente n\u00e3o negra, apesar de que hoje, eu, que estou nessa carreira h\u00e1 30 anos, vejo muito mais pessoas negras na plateia do que eu via quando eu comecei. Mas [a branca] ainda \u00e9 a popula\u00e7\u00e3o que domina a cidade financeiramente, ent\u00e3o ainda \u00e9 a popula\u00e7\u00e3o que mais vai ao teatro. E eu fico muito feliz que a gente tem todas as rea\u00e7\u00f5es. Acho que a contrariedade faz parte desse pacote. Ouvir e n\u00e3o gostar. Teve um dia, em uma plateia no Rio, que tinha um senhor sentado muito na frente. Quando eu falei &#8220;a cultura branquitude desapareceu&#8221;, ele fez &#8220;aaahhh&#8221;. E eu tive vontade de rir. E, quando terminou, e ele aplaudiu o espet\u00e1culo, ele era uma pessoa que estava muito feliz de ter visto. E eu associei aquele \u201cah\u201d \u00e0quela pessoa que estava aplaudindo efusivamente no teatro. O \u201cah\u201d dele foi de, por que est\u00e3o me tirando dessa hist\u00f3ria? Eu n\u00e3o quero ser tirado, eu quero fazer parte. Mas tem gente que n\u00e3o quer fazer parte disso. E essas pessoas v\u00e3o receber essa cr\u00edtica da forma objetiva que ela vem: \u201csinto muito, mas n\u00e3o vai ter futuro\u201d. Se voc\u00ea pensa que vai existir nesse mundo sem n\u00f3s, eu lamento te informar, mas o caminho aponta o contr\u00e1rio. Ent\u00e3o, abre teu olho. Acho que chega em todo mundo. N\u00e3o tem como n\u00e3o chegar. S\u00f3 se a pessoa n\u00e3o usa a internet, n\u00e3o l\u00ea jornal, n\u00e3o v\u00ea televis\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. Tem que estar chegando de alguma forma. \u00c9 um assunto, esse [antirracismo] e todo o assunto relacionado \u00e0 inclus\u00e3o no seu sentido mais amplo, que faz parte do nosso cotidiano hoje. Vai ter que conviver com isso amigues, n\u00e3o vai ter outro jeito.<\/p>\n<p id=\"infocoweb_fonte\" class=\"infocoweb_fonte\">Fonte: <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2023-04\/musical-museu-nacional-humaniza-ancestralidade#6600ce2c-8e9b-4c51-8b67-8657c822bbba\" rel=\"noopener\">EBC GERAL<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um pal\u00e1cio constru\u00eddo com a fortuna de um traficante de pessoas, que negocia vantagens para ced\u00ea-lo a uma corte colonial, que, por sua vez, d\u00e1 lugar a um imp\u00e9rio que descende dela e come\u00e7a a reunir objetos deslocados de diferentes culturas, entre elas, as que eram traficadas e exterminadas pela coloniza\u00e7\u00e3o. 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