COP-30, democracia e participação social marcam fala da ministra na abertura da Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres do Pará

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A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, participou nesta quinta-feira (28), em Belém, da abertura da 7ª Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres do Pará. O encontro é realizado pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado das Mulheres (SEMU), em parceria com o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDM). A conferência marca um momento de mobilização social e política, com a escolha das 66 delegadas que representarão o estado na 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (5ª CNPM), que acontece em Brasília, entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro.

A conferência estadual é resultado de um amplo processo de participação, que envolveu conferências municipais e livres em diferentes regiões. O objetivo é consolidar propostas para o fortalecimento das políticas públicas voltadas às mulheres, reafirmando o compromisso com a democracia e igualdade de gênero. “Vocês reuniram mais de 7 mil mulheres em 43 municípios e realizaram 81 conferências livres”, celebrou a ministra durante a palestra magna na abertura do encontro. 

Em sua fala, Márcia Lopes ressaltou a importância da democracia e da escuta da sociedade. “Tem governos que não são democráticos, que se afastam das pessoas, da população, dos municípios e dos estados. Felizmente, o governo do presidente Lula faz questão de ouvir, de conversar, de dialogar e de respeitar, inclusive, as divergências políticas. Não tem problema ter divergência, o problema é a gente se afastar dos objetivos da vida, da humanidade, dos valores fundamentais da nossa existência, e disso não podemos abrir mão”, afirmou.

A ministra reforçou ainda a centralidade dos conselhos de direitos das mulheres como instâncias de participação e legitimidade. “Os conselhos são o espaço mais importante. As maiores autoridades são as conselheiras municipais, estaduais e nacionais, de governo e da sociedade civil. Nada pode acontecer em termos de programas ou políticas públicas sem passar pelo apoio dos conselhos, e é esse o nosso compromisso”, disse.

Ela também lembrou que o Pará terá papel de destaque mundial em 2025, ao sediar a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas. “O presidente Lula não teve dúvidas em escolher a Amazônia para sediar a COP-30. Tenho certeza de que será a melhor COP já realizada, porque mostra ao mundo a força da nossa região, das nossas mulheres e da nossa sociedade na defesa da soberania nacional e da justiça climática”, afirmou.

Ao final, Márcia Lopes homenageou Maria da Penha e ressaltou a importância da lei que leva seu nome, que completou 19 anos em agosto. “Conversei recentemente com Maria da Penha, que aos 80 anos segue na militância, formando novas gerações de mulheres. Precisamos de muitas Marias da Penha pelo Brasil afora, para que nenhuma mulher seja morta ou sofra violência pelo simples fato de ser mulher”, disse.

A secretária de Estado das Mulheres, Paula Gomes, destacou o papel histórico da mobilização feminina no estado. “É uma honra a gente poder fazer parte desse momento, e eu digo que esse espaço, ministra, ele é construído pela luta de várias mulheres, pela luta de muitas mulheres que não aceitaram o silenciamento e que abriram caminhos para que hoje a gente possa falar em direito, em igualdade e em democracia. Nos tempos que nós estamos vivendo, se faz cada vez mais forte a nossa capacidade de falar em democracia”, afirmou.

5ª CNPM

A programação segue até esta sexta-feira (29). Pela manhã, serão apresentadas as entidades candidatas à composição do Conselho Estadual, seguidas da votação. Em plenária, também serão discutidas as propostas construídas nos grupos de trabalho. À tarde, será anunciado o resultado das eleições das entidades e realizadas as votações para a escolha das representantes do Pará na 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres.

A etapa estadual integra o calendário oficial da 5ª CNPM, organizada pelo Ministério das Mulheres e pelo Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM). A conferência nacional terá como tema “Mais Democracia, Mais Igualdade, Mais Conquistas para Todas” e reunirá delegadas eleitas em todos os estados brasileiros para debater e aprovar diretrizes que vão orientar a formulação e implementação de políticas públicas para as mulheres em todo o país.

Fonte: Ministério das Mulheres