Oiapoque (AP) – A escuta ativa como ferramenta para mapear e entender quais são as demandas locais. Esse foi o objetivo da oficina participativa no município de Oiapoque, no Amapá, nesta quinta-feira (27), coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), em parceria com o Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM) e a Universidade Federal do Amapá (UNIFAP).
O evento contribuirá para a construção do Plano de Desenvolvimento e Integração da Faixa de Fronteira (PDIFF) do Amapá, alinhado à Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) e à Política Nacional de Fronteiras. O PDIFF AP permitirá gestões necessárias para a seleção dos projetos prioritários e a captação de recursos para sua implementação.
O coordenador-geral de Gestão do Território, Vitarque Coelho, aponta que a carteira de projetos elaborada durante a oficina viabilizará o desenvolvimento de iniciativas capazes de transformar a realidade da fronteira amapaense. “Por meio de investimentos em infraestrutura, cadeias produtivas e inovação, com foco na sustentabilidade das intervenções na Amazônia Legal, vamos conseguir colocar em prática mais políticas públicas”, afirma. Para o coordenador, a participação da comunidade local foi a ferramenta central do evento. “É importante conversar com a população para coletar as informações necessárias sobre a sua realidade. Assim, conseguiremos propor ações que atendam a suas necessidades. Cada estado fronteiriço possui suas particularidades e, portanto, a presença no território é fundamental para uma compreensão precisa”, acrescenta.
População indígena
Na região de Oiapoque vivem aproximadamente 10 mil pessoas de povos originários, formando a maior comunidade do estado. A oficina contou ainda com representantes das etnias Karipuna, Galibi Marworno, Galibi Kali’na e Palikur. A Cacica Marlene Iaparrá faz parte da etnia Palikur, população localizada na região da bacia do Uaçá, um tributário do baixo rio Oiapoque. Segundo ela, a oficina promoveu um espaço crucial de diálogo entre diferentes entidades e representantes, especialmente para os povos indígenas, permitindo a troca de perspectivas e a busca por um consenso. “A colaboração entre os diversos grupos envolvidos é essencial para o avanço de políticas públicas eficazes que beneficiem todos nós e não apenas nichos isolados”, observou.
Fonte: Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional