Até o Scarpa caiu! Saiba identificar uma pirâmide ou fraude financeira

Economia

Entenda o que levou Scarpa a acionar Willian Bigode na Justiça
Monica Bernardes

Entenda o que levou Scarpa a acionar Willian Bigode na Justiça

O jogador de futebol Gustavo Scarpa alega ter sido  vítima de um golpe milionário da Xland Holding envolvendo criptomoedas, por intermédio de uma empresa do seu ex-companheiro de Palmeiras, Willian “Bigode”. Scarpa teria perdido R$ 6 milhões com o suposto investimento. 

Na conversa revelada neste domingo (12) pelo programa Fantástico, da TV Globo, o meia pede ajuda ao amigo e recebe como resposta que a “questão agora é orar”.

“Estou triste, parça, de verdade. Estou triste porque é meu patrimônio. É meu patrimônio quase todo. Eu não posso correr esse risco de perder”, disse Scarpa para Bigode.

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“Scarpinha, agora não tem nem mais questão de confiança, irmão. Questão que agora é orar. Fazer o que eu sei. Agora é esperar no Senhor”, respondeu Willian, dizendo que também foi vítima, investiu dinheiro e estava com medo de perder.

Como evitar esse golpe

Com a popularização das criptomoedas, o número de golpes envolvendo esse ativo disparou. Além da Xland, casos como o da bilionária FTX ou do GAS Consultoria, do “Faraó dos Bitcoins”, vêm se multiplicando. 

Segundo Vinicius Bazan, analista de criptoativos da Empiricus Research, o investidor precisa se atentar para alguns detalhes na hora de aportar o seu dinheiro em ativos de procedência duvidosa.

“Qualquer mercado mais exótico, mais diferente, como o mercado de cripto, e principalmente, não 100% regulado, ele vai abrir oportunidades para golpistas, fraudadores, para criarem pirâmides e outros esquemas”, diz.

O especialista aponta que a principal dica para evitar uma pirâmide, por exemplo, é “não cair no conto dos retornos garantidos”.

“Qualquer título de risco maior que o Tesouro direto não tem como te garantir retorno específico. Quando você ver anúncios desse tipo, é fraude”, reforça.

“Também é importante ficar atento ao histórico do projeto, de onde ele vem, quem são as pessoas envolvidas, o que estão oferecendo de fato, as provas que eles podem oferecer aquilo”, adiciona. 

O especialista alerta também que só uma verificação na imprensa não adianta. “Vale lembrar que hoje qualquer empresa consegue fazer uma matéria paga em algum portal da internet, isso não é garantia de nada”, diz

Por fim, se ainda houver alguma dúvida, Bazan orienta buscar informação com um especialista em investimentos, para que ele oriente como proceder perante a uma oferta de natureza duvidosa

Fonte: IG ECONOMIA

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