Especialista explica falta de lubrificação das mulheres no pós-parto

Entretenimento

Ressecamento pode afetar mulheres no pós-parto
FreePik

Ressecamento pode afetar mulheres no pós-parto

É natural que as mulheres tenham ressecamento vaginal no pós parto, em qualquer faixa etária, porque durante o puerpério, existem mudanças hormonais muito intensas. O hormônio responsável pela lactação está mais em evidência, inibindo a produção de estrogênio que nos ajuda na lubrificação natural. Sem esta lubrificação natural, a mulher pode sentir dor na relação. 

Entre no  canal do iG Delas no Telegram e fique por dentro de todas as notícias sobre beleza, moda, comportamento, sexo e muito mais! 

Lembrando outros aspectos que podem ser desconfortos neste momento: por exemplo, a recuperação de uma cesárea, ou mesmo de uma cicatrização de uma laceração em um parto normal. 

“Emocionalmente, precisamos considerar que esta mulher está focada em desempenhar o seu papel de mãe. Se for mãe de primeira viagem, isto  pode pesar ainda mais, porque é um novo aprendizado para esta mulher que estará com suas energias voltadas para este novo papel, com menos interesse e disposição para a retomada sexual”, diz Chris Marcello, sexóloga e CEO da Sophie Sensual Feelings.

Segundo Chris, um lubrificante pode ajudar muito no momento de “retomada” desta intimidade com a parceria, por proporcionar conforto, a mulher fica mais relaxada, o que inclusive pode ajudar na produção da sua própria lubrificação. E complementa: “a lubrificação natural acaba sendo resultado de aspectos multifatoriais, como noites sem dormir, cansaço, uma nova rotina, acabam sendo inibidores da libido”.

A especialista aponta que fisiologicamente, enquanto a mulher estiver amamentando, a lubrificação natural também estará comprometida, devido às mudanças hormonais. “Por isto este tempo, será muito particular. Existem casos que, mesmo com todos os desafios, o desejo supera o cansaço ou todas estas transformações. Eu mesma, engravidei durante a minha quarentena. Entendo que, casais que valorizam a sua intimidade e constroem um ambiente positivo para o exercício da sexualidade, estarão mais prontos para driblar aspectos físicos e/ou emocionais deste momento, ou de qualquer outro”, diz Chris.

Lubrificação natural da mulher

“Quando a mulher está excitada, ocorre um aumento da vascularização da pelve e da vagina. Esta vasodilatação aumenta a lubrificação. Este processo leva um tempo de “aquecimento” deste corpo. Para que isto ocorra, a conexão com a parceria é muito importante, ter apoio e compreensão deste momento, valida esta mulher que muitas vezes está sentindo-se insegura por diversos motivos. Criar este ambiente seguro de diálogo também ajuda na intimidade erótica do casal, diz a especialista.

Para a hora H, carícias mais prolongadas, estímulos sensoriais diferentes, falas mais picantes… podem ajudá-la a acessar seu universo erótico e aumentar a lubrificação.

Acompanhe também perfil geral do Portal iG no Telegram !

Para finalizar, a especialista deixa 4 dicas para um sexo mais prazeroso no pós-parto: 

Esteja à vontade com sua parceria . A qualidade da relação fará muita diferença. Se prepare para este momento.

Crie um ambiente favorável para o casal (bebê dormindo em seu quartinho): usem recursos que façam sentido pra vcs entrarem em contato com o universo erótico e possam “provocar” o desejo (velas, meia luz, aromatizadores, géis aromatizados e térmicos, lubrificantes, uma leitura de um conto bem picante…).

Não tenham pressa . Se é um momento novo, aproveitem para explorar este território de forma diferente também. Invista muito nas preliminares. Os produtos de bem-estar sexual (lubrificantes, caldas aromatizadas e térmicas, óleos de massagem) são ótimas ferramentas para criar algo diferente para a relação. As caldas, por exemplo, ajudam a explorar a pele como um grande órgão sensorial e tirar o prazer da genitalidade. Opte sempre por produtos endossados pela Anvisa. No caso dos produtos que entram em contato com a mucosa, prefira os que não tem fragrância e que tenham testes clínicos.

Fonte: IG Mulher

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *