Ditadura militar no Brasil será cenário de HQ do jogo Assassin’s Creed

Famoso por explorar intrigas políticas fictícias em diferentes momentos da humanidade, o jogo Assassin’s Creed ganhará uma história em quadrinhos (HQ) que se passa no Brasil da década de 1970, durante a ditadura militar. O projeto foi anunciado neste fim de semana, na Comic-Con de San Diego, nos Estados Unidos, e tem a condução de três brasileiros: o premiado quadrinista Rafael Albuquerque, o roteirista e escritor Ale Santos e o colorista Marcelo Maiolo.

O trio trabalhou para entregar a história ao Studio Lounak de HQs e à Ubisoft, empresa de jogos eletrônicos criadora da franquia Assassin’s Creed. O lançamento está programado para novembro deste ano, em língua inglesa, e ainda não há previsão de tradução para o português.

La Bestia, como é chamada a trama, será a principal história do volume um do projeto  Assassin’s Creed Visionaries, que trará artistas de diversas partes do mundo para criarem histórias no universo do jogo. As narrativas respeitam a coerência interna do universo de Assassin’s Creed, o que é chamado de cânone, mas não farão parte do enredo oficial dos jogos.

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Festival D’Benguela comemora protagonismo das mulheres pretas

Dar protagonismo às mulheres pretas, que nesta terça-feira (25) comemoram o Dia Internacional da Mulher Negra Afro-Latina e Caribenha e o Dia de Tereza de Benguela, é o principal objetivo do Festival D’Benguela, que será realizado das 10h às 16h no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (Muhcab). O museu fica no bairro da Gamboa, zona central do Rio de Janeiro.

Tereza de Benguela, cujo dia é lembrado hoje, viveu no século 18 e foi casada com José Piolho, que chefiava o Quilombo do Piolho, até ser assassinado por soldados. Também conhecido como Quilombo do Quariterê, o quilombo ficava na atual fronteira entre o estado de Mato Grosso e a Bolívia. Com a morte de José Piolho, Tereza se tornou a líder do quilombo, que era o maior do estado, e, sob sua liderança, resistiu à escravidão por duas décadas.

Segundo a fundadora do Coletivo Avança Nega, Marcele Oliver, uma das organizadoras do festival, a intenção é fortalecer o empreendedorismo preto e dar visibilidade a essas mulheres. “É um dia para celebrar esse empoderamento”, disse Marcele à Agência Brasil. O evento reunirá 32 empreendedoras da cidade do Rio de Janeiro, que vão expor seus trabalhos como artesãs, estilistas, chefs e trancistas, entre outras profissionais.

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CASO MARIELLE FRANCO – Justiça determina transferência de ex-bombeiro para presídio federal

A Justiça do Rio de Janeiro determinou a prisão preventiva do ex-sargento do Corpo de Bombeiros Maxwell Simões Correa por suspeita de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Correa deverá ser transferido a um presídio federal.

A decisão do juízo da 4a. Vara Criminal da Capital informa que as provas apresentadas pelo Ministério Público do Rio apontam a ligação do ex-bombeiro com o caso, antes, durante e depois dos assassinatos. Na decisão, “determinou ainda que o preso seja transferido para um presídio de segurança máxima fora do estado, uma vez que ele representa risco às investigações”. Até a transferência, determinou a Justiça, ele deverá ficar no presídio de Bangu I.

As provas que indicam a participação de Maxwell tiveram como base a colaboração premiada de outro acusado, o ex-Policial Militar Élcio de Queiroz. Na decisão, é citada a ligação do ex-bombeiro com Ronnie Lessa, que também está preso e é acusado de disparar contra o carro onde as vítimas estavam. Correa teria participado, um dia após o crime, da troca de placas do veículo usado no assassinato, jogado fora as cápsulas e munições usadas no crime, assim como o providenciado o desmanche do carro.

Correa, de acordo com Élcio, seria o responsável por manter financeiramente sua família, assim como arcar com as despesas de sua defesa. O objetivo era evitar o rompimento entre eles. Maxwell teria participação em uma organização criminosa, além de possuir patrimônio incompatível com sua condição financeira.

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Brasil faz 4 a 0 no Panamá em estreia na Copa

A primeira partida do Brasil na Copa do Mundo da Austrália e Nova Zelândia foi mais do que tranquila. Sem sustos, a seleção atropelou o Panamá por 4 a 0, no estádio Hindmarsh, em Adelaide (Austrália), nesta segunda-feira (24). Brilhou a estrela de Ary Borges, que fez três gols e deu o passe para Bia Zaneratto marcar o outro. Com o resultado, a equipe comandada por Pia Sundhage pula para a liderança do Grupo F, com três pontos, se aproveitando do empate entre França e Jamaica na véspera.

Com a rainha Marta – que se recuperava de um desconforto na coxa esquerda – no banco, o Brasil começou a todo vapor em Adelaide. Com menos de dez minutos de jogo, já havia finalizado quatro vezes ao gol adversário, exigindo boas intervenções da goleira Bailey.

Aos 18, começou o show de Ary Borges. Debinha foi lançada pela esquerda, dominou e cruzou na área. A meio-campista surgiu livre e cabeceou no canto esquerdo para abrir o placar.

Jogando muito pelos lados, o Brasil não deixava o Panamá respirar, sempre mantendo a posse de bola na casa dos 60% e criando chance atrás de chance. Aos 38, veio o segundo.

Tamires cruzou pela esquerda, Ary Borges cabeceou e parou em Bailey. No entanto, no rebote, com a goleira caída no chão, ela não teve dificuldades para marcar o segundo.

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Festival Agô leva música e debate para Memorial dos Povos Indígenas

A presença indígena no Distrito Federal será reverenciada na quarta edição do Festival Agô – Música e Ancestralidade, entre os dias 27 e 29 de julho (quinta a sábado). O evento, neste ano, ocupa o Memorial dos Povos Indígenas juntamente com o Seminário Fealha e tem entrada gratuita.

Serão três dias de atividades com shows, oficina, feira e debates promovendo o encontro entre mestres e jovens que têm na música sua conexão com o sagrado.

Na programação musical do Agô (“licença”, em Yorubá), na sexta (28), o público poderá conferir shows dos grupos Ponto Br, Ori, com participação da cantora Cris Pereira, Mulheres do Alto Xingu e povo Fulni-ô. Uma noite de cantos indígenas, cocos, cirandas, maracatus, sambas, tambor de Mina, bois, rojões e carimbós.

Nas rodas de debate, o Seminário Fealha (“terra sagrada” no idioma yaathe, do povo Fulni-ô) vai reunir lideranças e pensadores indígenas e não indígenas que se destacam pela luta por território e direitos. A capoeira também se fará presente com uma roda aberta do grupo nZambi e uma oficina com a mestra Elma.

O Festival Agô é uma realização da Onã Produções e tem o apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF e do próprio memorial. O projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC-DF).

Santuário – De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o DF tem cerca de 6 mil indígenas. A maior parte deles está concentrada em área urbana. Do total, as três regiões administrativas com maior população indígena são Ceilândia, Planaltina e Samambaia. A única terra indígena delimitada no DF é a Terra Indígena Santuário Sagrado dos Pajés – Pajé Santxie Tapuya, localizada no Setor Noroeste, área de forte especulação imobiliária.

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Brasil rumo ao título inédito da Copa diante do Panamá

Seleção entra em campo a partir das 8h desta segunda-feira (24) Foto: Reprodução/TV O Brasil inicia, a partir das 8h (horário de Brasília) desta segunda-feira (24), a sua caminhada na Copa do Mundo de futebol feminino. E o primeiro desafio da seleção brasileira é a equipe do Panamá em jogo disputado em Adelaide (Austrália) e […]

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Técnica está confiante na seleção brasileira feminina

A técnica da seleção brasileira, a sueca Pia Sundhage, afirmou em entrevista coletiva concedida na madrugada deste domingo (23) que o Brasil pode ir longe na Copa do Mundo de futebol feminino. A declaração foi dada um dia antes da estreia da equipe canarinho na competição, a partir das 8h (horário de Brasília) da próxima segunda-feira (24). O confronto, que será contra o Panamá, vale pelo Grupo F e será disputado em Adelaide (Austrália).

“Estamos muito felizes com os dois últimos resultados, pois o jogo está na nossa linha de confiança. Podemos olhar para cada uma, é um pouco diferente de um ano atrás. Então, tivemos uma linha de começo similar e acho que o mais importante é achar que está tudo garantido. E, por favor, aproveitar o jogo. Se fizermos isso, teremos uma grande chance de vencer amanhã [contra o Panamá]. E, na verdade, nós vamos ganhar muitos jogos se juntarmos um ataque lindo e uma defesa muito sólida”, declarou Pia Sundhage.

Na entrevista a técnica também falou da importância que jogadoras experientes como a craque Marta podem ter no decorrer da competição: “Marta é uma jogadora especial em um time especial, e acho que a palavra-chave é juntas. E, como todos vocês sabem, se temos muita energia na sala é contágio, e é isso que está acontecendo com o time agora. Temos algumas jogadoras jovens e algumas jogadoras, como Marta, que têm experiência. Essa mistura, provavelmente, nos ajudará a vencer o próximo campeonato”.

A entrevista também contou com a participação da lateral Tamires, que falou da necessidade de a equipe brasileira manter a união para buscar o tão sonhado título mundial: “Conversamos e falamos que ser vulnerável aqui, ter medo, é normal, faz parte do jogo. Vamos nos ajudar. O que não pode é ter preciosismo, uma querer ser melhor que a outra. O ego não pode falar mais alto, mas temos que estar juntas o tempo todo, pois Copa do Mundo se joga em equipe e se vence em equipe”.

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“BONECOS NA RURAL”: arte, cultura e acesso à educação para comunidades do DF

Com duração prevista para 6 meses, “Bonecos na Rural” contempla uma série de ações, incluindo apresentações teatrais, espetáculos, como a “Flor do Sertão” e “Contos, Histórias e Canções”, oficinas de formação, como a “Mala Cultural”, e a produção de uma web-série sobre Teatro de Formas Animadas no Distrito Federal. O programa tem como objetivo diminuir o isolamento das comunidades do campo, oferecendo atividades artísticas que valorizem as tradições da cultura popular e proporcionem formação de plateia. Além disso, busca capacitar professores na linguagem do teatro de bonecos e de sombras, promovendo a acessibilidade cultural.

Durante a execução do projeto, serão realizadas 12 apresentações teatrais e 12 mediações de espetáculos em 6 escolas da área rural do DF. Serão oferecidas também 6 oficinas artísticas e a distribuição de 6 kits pedagógicos contendo material físico e conteúdo virtual em formato de websérie, acessível via QR code. “Serão 3 episódios destinados ao Teatro de Formas Animadas, dentro do contexto do conteúdo escolar. Falaremos sobre as montagens e a história do teatro de bonecos pelo mundo, por exemplo. Teremos ainda esquetes para os professores usarem nas salas de aula”, complementa Dom Rodrigo, diretor da companhia teatral Cidade dos Bonecos e um dos idealizadores do projeto.

A iniciativa tem o propósito de criar pontes comunicacionais entre pessoas e instituições, proporcionando acesso à arte, cultura e tecnologia em comunidades que enfrentam desafios de isolamento geográfico, educacional e tecnológico. Através da formação na área da arte-educação, o projeto busca capacitar os professores das Escolas do Campo e promover a compreensão da linguagem do Teatro de Formas Animadas. Além disso, a acessibilidade é outro diferencial, pois todas as atividades do “Bonecos da Rural” são abastecidas com energia limpa, através de um trailer com usina solar sobre rodas que carrega os equipamentos de som, luz e audiovisual utilizados. A usina fotovoltaica capta energia da radiação solar para abastecê-los de forma sustentável.

“‘Bonecos na Rural’ chegou para proporcionar enriquecimento aos processos de ensino e aprendizagem nas Escolas do Campo. Ao oferecer atividades artísticas e conteúdo virtual acessível, inclusive com interpretação em libras, queremos democratizar o conhecimento e combater a invisibilidade social dessas comunidades”, explica Rodrigo.

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PF combate contrabando de cigarros na região oeste do Paraná

Operação Effusus cumpre 20 mandados de busca e sete de prisão A Polícia Federal deflagrou, na manhã de ontem (20/7), a Operação Effusus, com o objetivo de desarticular organização criminosa que vinha atuando na importação, transporte, depósito e comercialização de cigarros contrabandeados na região de fronteira com o Paraguai. A ação, que contou com o […]

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Copa do Mundo feminina começa com favoritismo compartilhado

Maior vencedora da competição (com quatro títulos, entre eles os dois últimos, em 2015 e 2019), a seleção norte-americana pode ser apontada como uma das grandes favoritas a levantar o troféu de campeã no dia 20 de agosto no Estádio Olímpico de Sydney. Porém, a equipe vive um momento de renovação, de mudança de geração.

Este processo fica claro na relação de convocadas para o Mundial. Das 23 jogadoras chamadas pelo técnico Vlatko Andonovski, apenas nove estiveram presentes na vitoriosa campanha na França. Entre as mais experientes aparecem nomes como as da meio-campista Julie Ertz e das atacantes Alex Morgan e Megan Rapinoe (eleita a melhor jogadora do último Mundial).

Entre as novatas um nome chama atenção: Trinity Rodman. Filha do lendário jogador de basquete Dennis Rodman, que marcou época pelo comportamento excêntrico e pelos títulos conquistados no Chicago Bulls capitaneado por Michael Jordan, a jovem atacante de 21 anos merece ser acompanhada com atenção.

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