Comunidades pesqueiras afetadas por enchentes no Rio Grande do Sul recebem mais de 4 mil cestas básicas

A Superintendência da Pesca e Aquicultura no Rio Grande do Sul concluiu na semana passada a entrega de 4.382 cestas básicas fornecidas pelo Ministério do Desenvolvimento Social para pescadores e pescadoras afetados pelas tempestades que vem castigando os municípios gaúchos.  

As entregas começaram na quarta-feira (22), com 130 cestas básicas doadas a vila de pescadores no município de Tapes, no Sul do estado, à beira da Lagoa dos Patos. Na quinta, (23), 45 unidades foram destinadas  a Colônia de Pescadores Z-4, localizada no município de Viamão, também na beirada da Lagos dos Patos, só que mais ao norte. Os mantimentos foram recebidos pelo presidente da colônia, Antônio Carvalho.  

“O apoio do Congresso Nacional foi fundamental nessa ação emergencial. Tive acesso às demandas da comunidade depois de me reunir com os deputados Alexandre Lindenmeyer e Zé Nunes (ambos do PT-RS) e integrantes da frente parlamentar em defesa do setor pesqueiro gaúcho. Juntos temos o compromisso de colaborar ativamente na recuperação dessas comunidades”, afirmou o ministro da Pesca e Aquicultura (MPA), André de Paula.  

“As fortes chuvas inviabilizaram totalmente o trabalho dos pescadores, trazendo impacto significativo na renda das famílias, deixando os pescadores artesanais em situação de vulnerabilidade social”, explicou a superintendente da Pesca e Aquicultura do MPA, Ana Spinelli. 

A iniciativa visa atender às necessidades urgentes de municípios afetados, como Barra do Quaraí, Guaíba, Rio Grande, São José do Norte, Pelotas, Viamão, Porto Alegre, São Lourenço do Sul, Uruguaiana, Itaqui, Cachoeira do Sul, Palmares do Sul, Ijuí, Estrela, Arroio Grande, Jaguarão, Taquari, São Nicolau, Rio Pardo, Tapes e São Jerônimo. 

A ação conta também com a parceria da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), da Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que contribuiu no transporte das cestas básicas para as colônias de pescadores nos municípios. Na etapa de entrega às famílias, teve o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater-RS).

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Brasil garante direito de capturar atum em 2024

Na rodada final de negociações da Comissão Internacional de Conservação dos Atuns do Atlântico (ICCAT), encerrada na segunda-feira, no Cairo, Egito, o Brasil conseguiu aprovação dos demais países membros para continuar pescando na temporada de 2024 a espécie albacora bandolim (thunnus obesus),  atum abundante na costa brasileira.  

Pelo ordenamento pesqueiro internacional dos atuns, o Brasil seria penalizado em 2024 por vir excedendo a cota de 6 mil toneladas desde 2019, período em que o país abandonou os tratados internacionais de sustentabilidade. Assim, em 2024, deveria “devolver” 1.587 toneladas e pescar apenas 4,41 mil toneladas, o que traria um impacto social e econômico relevante na cadeia de produção. 

Para evitar isso, a delegação brasileira apresentou um plano de devolução ao longo de cinco anos (2024-2028).  Relatou os vários avanços no monitoramento da pescaria obtidos desde janeiro, com a recriação do ministério e a volta do país à comunidade internacional, além das medidas de controle e pesquisas sobre capturas e desembarques de albacora bandolim implementadas este ano. Também elencou os investimentos de mais de três milhões de euros em ferramentas de gestão pesqueira. A comissão de cumprimento da ICCAT se declarou impressionada com o relato. E o plano brasileiro foi aprovado.

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PF investiga pesca e comercialização ilegal de lagosta no Ceará

Crimes ambientais que envolvem pesca e comercialização ilícitas de lagostas no Ceará são o alvo da Operação Macruros, da Polícia Federal (PF), na manhã desta quarta-feira (1º). Ao todo, 60 mandados judiciais, expedidos pela 15ª Vara da Justiça Federal, estão sendo cumpridos em Fortaleza, Eusébio (CE), Aracati (CE), Fortim (CE), Icapuí (CE), Porto do Mangue […]

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