Ministério da Pesca e Aquicultura lança Prêmio Mulheres das Águas

Estão abertas a partir de hoje até o dia 30 de dezembro as inscrições para o Prêmio Mulheres das Águas. A iniciativa vai homenagear mulheres que se destacaram em atividades relacionadas à pesca e a aquicultura, promovendo valores como sustentabilidade, justiça social, respeito aos territórios pesqueiros e dignidade humana.  

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O objetivo do MPA, explica a coordenadora do prêmio e chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade do MPA, Adriana Toledo, é dar visibilidade, reconhecimento e protagonismo às mulheres nos setores pesqueiro e aquícola. “Esperamos que o Prêmio Mulheres das Águas apresente ao país diversas histórias de vida de mulheres guerreiras, e que no próximo 8 de março possamos contar algumas dessas histórias de forma solene”, destaca. 

 Dados recentes divulgados pelo MPA revelaram que o Brasil conta com uma expressiva participação de mulheres na pesca, totalizando 507.896 profissionais no setor. Essas mulheres representam 49% da força de trabalho da atividade. Destacam-se cinco estados brasileiros onde as mulheres são maioria: Maranhão, com 56% de participação feminina na pesca, Pernambuco, com 55%, Sergipe (62%), Bahia e Alagoas (ambos com 58%). 

A secretária nacional de Aquicultura, Tereza Nelma, afirma que o lugar da mulher é onde ela quiser. “Esse prêmio coloca em evidência a importante atuação das mulheres na aquicultura de forma transformadora as suas vidas, de suas famílias e de toda sociedade.” 

Tendo ela própria assumido recentemente a liderança de uma comitiva brasileira num grande fórum de ordenamento pesqueiro internacional, a secretária de Registro, Monitoramento e Pesquisa do MPA, Flávia Lucena Frédou, diz que às mulheres estão avançando na atividade, seja na gestão, na pesquisa ou na pesca e aquicultura. “Vemos cada dia mais exemplos de destaques e esperamos que todas essas mulheres se inscrevam para disputar a primeira edição do Prêmio Mulheres das Águas.” 

A mobilização para inscrições conta com a participação ativa de todas as superintendências federais da pesca e aquicultura, além das organizações integrantes do Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE), envolvendo também a academia e as mulheres gestoras. 

Serão premiadas sete mulheres, representando as seguintes categorias 

1. Pesca Artesanal em Águas Marinhas; 

2. Pesca Artesanal em Águas Continentais; 

3. Pesca Industrial; 

4. Pesca Amadora e Esportiva; 

5. Aquicultura; 

6. Pesquisa; 

7. Gestão Pública ou Privada.

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Mulheres são maioria na pesca profissional em cinco estados do país

O Brasil tem mais de 1 milhão de pescadores profissionais, sendo que 49% deles são mulheres. Em cinco estados, elas superam o número de homens trabalhando profissionalmente no setor – no Maranhão, 56% dos pescadores profissionais são mulheres; em Pernambuco, 55%; em Sergipe, 62%; na Bahia, 68%; e em Alagoas, 58%.   “Além de serem […]

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Comunidades pesqueiras afetadas por enchentes no Rio Grande do Sul recebem mais de 4 mil cestas básicas

A Superintendência da Pesca e Aquicultura no Rio Grande do Sul concluiu na semana passada a entrega de 4.382 cestas básicas fornecidas pelo Ministério do Desenvolvimento Social para pescadores e pescadoras afetados pelas tempestades que vem castigando os municípios gaúchos.  

As entregas começaram na quarta-feira (22), com 130 cestas básicas doadas a vila de pescadores no município de Tapes, no Sul do estado, à beira da Lagoa dos Patos. Na quinta, (23), 45 unidades foram destinadas  a Colônia de Pescadores Z-4, localizada no município de Viamão, também na beirada da Lagos dos Patos, só que mais ao norte. Os mantimentos foram recebidos pelo presidente da colônia, Antônio Carvalho.  

“O apoio do Congresso Nacional foi fundamental nessa ação emergencial. Tive acesso às demandas da comunidade depois de me reunir com os deputados Alexandre Lindenmeyer e Zé Nunes (ambos do PT-RS) e integrantes da frente parlamentar em defesa do setor pesqueiro gaúcho. Juntos temos o compromisso de colaborar ativamente na recuperação dessas comunidades”, afirmou o ministro da Pesca e Aquicultura (MPA), André de Paula.  

“As fortes chuvas inviabilizaram totalmente o trabalho dos pescadores, trazendo impacto significativo na renda das famílias, deixando os pescadores artesanais em situação de vulnerabilidade social”, explicou a superintendente da Pesca e Aquicultura do MPA, Ana Spinelli. 

A iniciativa visa atender às necessidades urgentes de municípios afetados, como Barra do Quaraí, Guaíba, Rio Grande, São José do Norte, Pelotas, Viamão, Porto Alegre, São Lourenço do Sul, Uruguaiana, Itaqui, Cachoeira do Sul, Palmares do Sul, Ijuí, Estrela, Arroio Grande, Jaguarão, Taquari, São Nicolau, Rio Pardo, Tapes e São Jerônimo. 

A ação conta também com a parceria da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), da Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que contribuiu no transporte das cestas básicas para as colônias de pescadores nos municípios. Na etapa de entrega às famílias, teve o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater-RS).

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Brasil garante direito de capturar atum em 2024

Na rodada final de negociações da Comissão Internacional de Conservação dos Atuns do Atlântico (ICCAT), encerrada na segunda-feira, no Cairo, Egito, o Brasil conseguiu aprovação dos demais países membros para continuar pescando na temporada de 2024 a espécie albacora bandolim (thunnus obesus),  atum abundante na costa brasileira.  

Pelo ordenamento pesqueiro internacional dos atuns, o Brasil seria penalizado em 2024 por vir excedendo a cota de 6 mil toneladas desde 2019, período em que o país abandonou os tratados internacionais de sustentabilidade. Assim, em 2024, deveria “devolver” 1.587 toneladas e pescar apenas 4,41 mil toneladas, o que traria um impacto social e econômico relevante na cadeia de produção. 

Para evitar isso, a delegação brasileira apresentou um plano de devolução ao longo de cinco anos (2024-2028).  Relatou os vários avanços no monitoramento da pescaria obtidos desde janeiro, com a recriação do ministério e a volta do país à comunidade internacional, além das medidas de controle e pesquisas sobre capturas e desembarques de albacora bandolim implementadas este ano. Também elencou os investimentos de mais de três milhões de euros em ferramentas de gestão pesqueira. A comissão de cumprimento da ICCAT se declarou impressionada com o relato. E o plano brasileiro foi aprovado.

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PF investiga pesca e comercialização ilegal de lagosta no Ceará

Crimes ambientais que envolvem pesca e comercialização ilícitas de lagostas no Ceará são o alvo da Operação Macruros, da Polícia Federal (PF), na manhã desta quarta-feira (1º). Ao todo, 60 mandados judiciais, expedidos pela 15ª Vara da Justiça Federal, estão sendo cumpridos em Fortaleza, Eusébio (CE), Aracati (CE), Fortim (CE), Icapuí (CE), Porto do Mangue […]

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