ACRE: O Elevado Bete Bocalon e a Nova Visão das Obras Públicas

Acre Amazônia Artigo Geral

Erguido em um ponto estratégico e historicamente congestionado da cidade, o elevado não apenas resolveu o trânsito nesse trecho da Avenida Ceará, como se transformou num novo ícone urbano

Por José Américo Moreira da Silva*

A gestão do prefeito Tião Bocalon tem deixado marcas profundas — e visíveis — na paisagem e no espírito de Rio Branco. Reeleito em 2024, Bocalon tem conduzido uma administração que alia infraestrutura, arte, urbanismo e pertencimento social. O maior símbolo dessa nova fase talvez seja o Elevado Bete Bocalon, o primeiro viaduto da capital acreana, que completou seus seis primeiros meses no último dia 30 de junho.

Erguido em um ponto estratégico e historicamente congestionado da cidade, o elevado não apenas resolveu o trânsito da Avenida Ceará, como se transformou num novo ícone urbano. Painéis laterais homenageiam a Amazônia e o agronegócio — dois pilares da economia e da identidade acreana — e convidam a uma reflexão sobre equilíbrio, convívio e sustentabilidade.

Sob o viaduto, onde geralmente predominam sombra, abandono e insegurança, fontes luminosas e iluminação de LED deram vida a um novo espaço. Seguro, bonito, humanizado. O nome, escolhido pela Câmara Municipal, homenageia a saudosa Bete Bocalon, primeira esposa do prefeito, conferindo à obra uma dimensão afetiva e simbólica. Um gesto de memória. Um monumento vivo.

Mas o Elevado Bete Bocalon não é uma exceção. É parte de uma estratégia maior. A mesma sensibilidade estética e funcional pode ser vista em outras obras em andamento, como o novo Mercado Elias Mansur, que está sendo totalmente repaginado para se tornar um espaço moderno, funcional e integrado à cultura local. A requalificação da Avenida Chico Mendes também caminha na mesma direção, com ciclovia, iluminação cênica e uma nova concepção paisagística.

Essa visão se estende à requalificação de parques e praças da cidade, espaços que deixaram de ser esquecidos para se tornarem novamente pontos de encontro e lazer. A zeladoria da cidade, antes tratada como algo secundário, ganhou protagonismo: canteiros bem cuidados, flores, plantas ornamentais e uma atenção renovada à estética urbana mostram que Rio Branco está sendo redesenhada com zelo e sensibilidade.

Trata-se de uma nova forma de fazer gestão pública: uma gestão que entende que obras não devem ser apenas operacionais, mas simbólicas. Que a cidade precisa ser funcional, sim — mas também precisa ser bonita, acolhedora, vibrante. Uma cidade onde as pessoas sintam prazer em viver, trabalhar e circular.

Mais do que um plano de obras, essa agenda representa uma virada de chave na política urbana. A cidade não é apenas o lugar onde se transita. É o lugar onde se pertence. E a atual gestão de Tião Bocalon compreende isso com clareza: cada viaduto, cada mercado, cada parque, cada canteiro florido é uma extensão da casa dos riobranquenses.

O Elevado Bete Bocalon é o símbolo visível dessa transformação. Mas a beleza da cidade, cada vez mais presente em suas ruas, praças e avenidas, revela algo ainda maior: uma gestão pública que valoriza o bem comum, a autoestima coletiva e o orgulho de pertencer.


*José Américo Moreira da Silva é jornalista, publicitário e estrategista de comunicação pública e política. Com mais de 30 anos de atuação em campanhas eleitorais, projetos institucionais e gestão de imagem, foi diretor de comunicação de órgãos públicos, consultor em governos municipais, estaduais e federal. É também membro da Confraria do Brito.