Canella, escolhido para disputar uma das vagas ao Senado na chapa apoiada por Flávio no Rio de Janeiro, permanecerá preso por decisão da Justiça após audiência de custódia, no desdobramento da sexta fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal
Foto: Marcio Canella/Instagram
A prisão do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), representa mais um revés para a articulação política do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República. Canella, escolhido para disputar uma das vagas ao Senado na chapa apoiada por Flávio no Rio de Janeiro, permanecerá preso por decisão da Justiça após audiência de custódia, no desdobramento da sexta fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal.
Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, agentes federais encontraram um fuzil calibre .556 no veículo do ex-prefeito, além de outras armas, munições e relógios de luxo em sua residência. Preso em flagrante por posse de arma de uso restrito, Canella foi transferido para o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, o Bangu 8, no Complexo de Gericinó.
A operação também teve como alvo o delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do governo Cláudio Castro (PL), um dos principais aliados de Flávio Bolsonaro no estado. As medidas foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Segundo a Polícia Federal, a organização investigada utilizaria uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro, contando com a participação de agentes públicos. Um relatório do Coaf aponta movimentação financeira superior a R$ 7,6 bilhões em apenas seis anos, tornando a Operação Unha e Carne uma das maiores investigações recentes sobre lavagem de dinheiro no estado.
Embora Flávio Bolsonaro não seja investigado nem citado como alvo da operação, o episódio produz forte impacto político sobre sua pré-campanha. Márcio Canella era uma das principais apostas do senador para compor a chapa majoritária no Rio de Janeiro, enquanto Marcus Amim integrou um governo comandado pelo PL e alinhado ao projeto político bolsonarista. O caso ocorre em um momento em que o grupo já enfrenta dificuldades para consolidar seu palanque fluminense, aumentando a pressão sobre seus aliados e sobre a estratégia eleitoral para 2026.
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