Por Zé Américo Silva
Foto: Agência Brasil
Mesmo tendo aprovado na Câmara, de última hora, a MP dos Ministérios, com apoio de 337 deputados e 125 contra, uma relativa folga para quem precisava de 257 votos, Lula experimentou o sabor amargo de uma derrota.
O governo Lula teve que admitir a retirada de poderes do Ministérios do Meio Ambiente e dos Povos Indígenas.
E mais, assistiu à recriação da Fundação Nacional de Saúde, conhecida como FUNASA, órgão que vai controlar um grande orçamento de obras na área da saúde e saneamento básico, enfraquecendo também o Ministério da Saúde.
Todas essas mudanças significam derrotas para o governo, impostas pelo Centrão, liderado pelo presidente da Câmara dos Deputados Artur Lira.
Aqui em Brasília todos apontam a fraca articulação política do Palácio do Planalto à cargo dos ministros Alexandre Padilha e Rui Costa, como responsáveis por esta “derrota”.
É bom lembrar que o estrago não foi maior porque Lula liberou 1,7 bilhão em emendas parlamentares nas últimas 24 horas e ainda teve que ligar, pessoalmente, para Lira e líderes partidários.
Lula agora ou entra de cabeça articulação política ou verá a governabilidade do seu 3º mandato com presidente, refém do Centrão.
Emparedado, preferiu entregar os anéis para não perder os dedos.
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